A vinha de Nabote

 

 “Porém  Nabote disse a Acabe:  Guarda-me o  Senhor de que eu dê a herança de meus pais” (I Reis 21.3)Acabe reinou sobre Israel, em  Samaria, vinte e dois anos, e fez Acabe o que era mau aos olhos do Senhor. Reinou ele no 38º ano de Asa. Era idólatra, adorava e servia a Baal  junto com sua esposa  Jezabel. Logo após o presságio e a passagem sobre o rei da Síria Ben-Hadade,  Acabe pediu a Nabote sua vinha, que era um terreno ou pedaço de terra que ali se plantava e as pessoas viviam daquilo que ali colhiam.

E  Nabote recusou porque a vinha era uma herança dada pelos seus pais. E Acabe muito se indignou e também ficou desgostoso com este epílogo.

Os israelitas conseguiram sua terra por meio da conquista e cada tribo e família considerava a sua herança ou porção como vinda de Deus. A maneira como a terra foi dividida acha-se descrita na segunda metade do livro de Josué.  A região foi dividida de distribuída por sortes. Uma sorte era literalmente um disco de dois lados que acreditavam estar sobre o controle de Deus quando atirado. Os resultados da sorte serviam para descobrir a vontade do Senhor. Um provérbio expressa isso: “A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda sua disposição” (Prov 16.33). Uma vez determinadas, as heranças eram marcadas por uma pilha de pedras, uma característica natural, ou um sulco de terra arada, e o marco não podia ser mais removido, porque isso seria alterar o presente de Deus (Dt 19.14). Por este motivo Nabote não queria vender, trocar, muito menos dar ou negociar a sua vinha.

Sobre determinação de Jezabel ,  Nabote é morto através de um plano maquiavélico. Mas ele não cedeu e nem abriu mão de sua herança.

Quantos dos  chamados filhos de Deus, crentes e escolhidos estão trocando a sua herança, sua benção e até mesmo a sua salvação por propostas tentadoras que o mundo está oferecendo. Nabote resistiu mesmo correndo risco de morte porque sabia que aquilo que Deus tinha escolhido para ele e sua descendência, ele não poderia abrir mão. Assim acontece com os dons que recebemos de Deus e desperdiçamos, não utilizando para abençoar outras pessoas, muito menos para louvar e engrandecer o nome do nosso Deus.

Em Apocalipse 3.11 João relata sobre a igreja de Filadélfia onde ali seus membros haviam suportado as tentações e as provações do mundo, resistindo inclusive às tendências de outras igrejas da época. E por causa de sua perseverança Deus promete livrá-los na hora da tentação- "Eis que venho sem demora;  guarda o que tens,  para que ninguém tome a tua coroa". Assim deve ser o povo de Deus, devemos ser sóbrios e vigilantes porque em todo lugar há um inimigo como se fosse um leão procurando nos devorar a qualquer momento. E o próprio Jesus através de João diz: “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário de Deus,e daí jamais sairá”, coisa maravilhosa é ter essa certeza. Nos dias de hoje não precisamos mais nos martirizarmos como Nabote ou Estêvão, mas não devemos ser igual a Demas que amou o presente século. Jesus nos ajuda a vencer as batalhas, basta somente em nele confiarmos.

Que Deus os abençoe em nome de Jesus, AMÉM.   Seminarista Carlos Alberto Rodrigues

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